| Humilhar um país não é a solução, diz Nobel da Paz |
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| Escrito por ALC |
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Essas e outras afirmações foram feitas em entrevista à repórter Joana Duarte, do Jornal do Brasil. "Esta insistência em se conseguir tudo antes de começar a negociar é a razão pela qual desperdiçamos seis anos na questão iraniana. Sanções levam a um beco sem saída, e novos confrontos virão", lamenta. "Sempre considerei que o diálogo é a única verdadeira solução para o programa nuclear iraniano, e fico feliz que o Irã tenha firmado o acordo através dos bons ofícios da Turquia e do Brasil. Mesmo depois de ter deixado a agência atômica, mantive contato com Celso Amorim e o ministro das Relações Exteriores da Turquia, encorajando-os a prosseguir nos seus esforços", afirma. Lembrou ainda que em setembro o presidente Obama afirmou que estava pronto para negociar com o Irã sem condições prévias. "Agora", disse enfático, que o "Irã respondeu, e eu esperava que a oferta fosse vista como um ponto de partida para as negociações. É claro que há uma série de outras questões não resolvidas, como, por exemplo, a razão de o Irã continuar a dizer que vai enriquecer urânio a 20% mesmo depois de receber o combustível necessário para o seu reator de pesquisas. Mas todos nós sabemos que essas questões só serão resolvidas através do diálogo", afirma. O ex-diretor da AIEA espera que os países que ainda insistem em adotar sanções repensem a sua posição. Para ele, existem países vizinhos que estão preocupados com o programa nuclear iraniano. Há desconfianças e sua preocupação é que, se sanções forem adotadas, haja uma polarização entre os hemisférios Norte e Sul. "Se de um lado há países como Brasil, Turquia, África do Sul e outros do Hemisfério Sul apoiando a negociação, e, de outro, países ocidentais com um ponto de vista completamente contrário, exigindo sanções, isso seria muito perigoso, porque você vai continuar a ter uma linha divisória entre o Norte e o Sul sobre uma questão que só pode ser resolvida através de negociações", avalia. "Vimos o Iraque ser atacado sob a pretensão de mudança de regime. Depois de sete anos, o Iraque é hoje um foco de instabilidade, de atentados suicidas", aponta. Numa pesquisa sobre as cidades mais habitáveis do mundo, em mais de 200 cidades, Bagdá ficou em último lugar por causa de toda a instabilidade e da insegurança que existe lá. Qualquer opção militar conduziria a um desastre, assevera. E dispara definitivo: "Assim, a ideia de que o Irã é uma ameaça nuclear no presente ou que conseguirá armas nucleares no próximo mês ou em dois meses é totalmente exagerada, e acho que esta avaliação é também compartilhada por todos os serviços de inteligência americanos e de outros países ocidentais".
Essas e outras afirmações foram feitas em entrevista à repórter Joana Duarte, do Jornal do Brasil. "Esta insistência em se conseguir tudo antes de começar a negociar é a razão pela qual desperdiçamos seis anos na questão iraniana. Sanções levam a um beco sem saída, e novos confrontos virão", lamenta. "Sempre considerei que o diálogo é a única verdadeira solução para o programa nuclear iraniano, e fico feliz que o Irã tenha firmado o acordo através dos bons ofícios da Turquia e do Brasil. Mesmo depois de ter deixado a agência atômica, mantive contato com Celso Amorim e o ministro das Relações Exteriores da Turquia, encorajando-os a prosseguir nos seus esforços", afirma. Lembrou ainda que em setembro o presidente Obama afirmou que estava pronto para negociar com o Irã sem condições prévias. "Agora", disse enfático, que o "Irã respondeu, e eu esperava que a oferta fosse vista como um ponto de partida para as negociações. É claro que há uma série de outras questões não resolvidas, como, por exemplo, a razão de o Irã continuar a dizer que vai enriquecer urânio a 20% mesmo depois de receber o combustível necessário para o seu reator de pesquisas. Mas todos nós sabemos que essas questões só serão resolvidas através do diálogo", afirma. O ex-diretor da AIEA espera que os países que ainda insistem em adotar sanções repensem a sua posição. Para ele, existem países vizinhos que estão preocupados com o programa nuclear iraniano. Há desconfianças e sua preocupação é que, se sanções forem adotadas, haja uma polarização entre os hemisférios Norte e Sul. "Se de um lado há países como Brasil, Turquia, África do Sul e outros do Hemisfério Sul apoiando a negociação, e, de outro, países ocidentais com um ponto de vista completamente contrário, exigindo sanções, isso seria muito perigoso, porque você vai continuar a ter uma linha divisória entre o Norte e o Sul sobre uma questão que só pode ser resolvida através de negociações", avalia. "Vimos o Iraque ser atacado sob a pretensão de mudança de regime. Depois de sete anos, o Iraque é hoje um foco de instabilidade, de atentados suicidas", aponta. Numa pesquisa sobre as cidades mais habitáveis do mundo, em mais de 200 cidades, Bagdá ficou em último lugar por causa de toda a instabilidade e da insegurança que existe lá. Qualquer opção militar conduziria a um desastre, assevera. E dispara definitivo: "Assim, a ideia de que o Irã é uma ameaça nuclear no presente ou que conseguirá armas nucleares no próximo mês ou em dois meses é totalmente exagerada, e acho que esta avaliação é também compartilhada por todos os serviços de inteligência americanos e de outros países ocidentais". |
| Nenhum evento |
| 06 de setembro Júnia Bueno Rocha |
| 06 de setembro Dr. Nelson Hayashi |
| 09 de setembro Maria Luíza Ruckert |
| 11 de setembro Maria Augusta dos Santos Barboza |
| 11 de setembro Susana Faria Nunes |
| 11 de setembro Andréa Coutinho Chagas |
| 16 de setembro Raquel Coutinho Chagas |
| 16 de setembro Sandra e Manoel de Souza Miranda |
| 16 de setembro Darfini Sindel Graceli |
| 20 de setembro Guilherme Souza |
Domingo
9h - Culto matutino
9h45 - Escola Dominical
19h - Culto vespertino
Segunda Feira
15h - Reunião de oração
Quarta-feira
19h Culto de oração e ensaio do coral
