| Pílula liberta mulher da fertilidade, afirma escritora |
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| Escrito por ALC |
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A pílula anticoncepcional foi a maior descoberta para o benefício da mulher em todos os tempos, definiu a escritora Rose Marie Muraro, 79 anos. A pílula permitiu às mulheres controlar sua fertilidade e entrar, assim, para o mercado de trabalho, disse.
"Temos, inclusive, duas candidatas ao cargo (presidência da República) aqui no Brasil. Isso se deve, primitivamente, ao uso da pílula anticoncepcional e à pílula do dia seguinte, senão elas estariam escravas da sua fertilidade. Por isso a mulher ficou oprimida durante tantos milênios", afirmou. Em entrevista ao Instituto Humanitas, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), Rose Marie Muraro confessou que nunca usou a pílula, porque era católica ao se casar. Ela teve cinco filhos. "Era muito difícil para sair de casa, deixar as crianças com a empregada, porque eu tinha que trabalhar, meu dinheiro era essencial em casa", contou. Ela construiu, então, a carreira de escritora, que lhe possibilitou trabalhar em casa. Como escritor, Rose Marie entende que ajudou, assim como profissionais de outras áreas o fizeram, muitas mulheres a encontrarem sua identidade. "A primeira fase da identidade de uma pessoa não-escrava é controlar o próprio corpo. Pois o corpo do escravo pertencia ao dono, assim como o corpo da mulher pertencia ao homem. Então, a mulher era escrava do homem. Hoje a diferença é brutal. O mundo da mulher é o mundo de antes da pílula e depois da pílula", assinalou. A escritora, também formada em física e economia, entende que a mulher só assume o caráter pleno de pessoa quando passa a controlar a maternidade. "Quando eu liguei as trompas, passei a ser sujeito de mim mesma", avaliou. O uso da pílula, que completa 50 anos no mercado, alterou profundamente as relações de gênero. O homem passou a ter muito medo da mulher, ele está deprimido, dizendo "vocês ganharam a batalha". "No mundo desenvolvido, isso é muito mais forte do que no mundo ainda patriarcal e familiar, como no Brasil", disse a entrevistada. No balanço que Muraro faz sobre a importância da pílula na vida da mulher, na parte individual, analisou, ocorreu o ganho da identidade e na parte do social "estamos transformando a noção de política e economia". Quando dominado pelo homem, o mundo é hierarquizado. O mundo se estabelece em rede quando a mulher entra em cena. "Os homens não estão acostumados. Eles estão acostumados a mandar, a fazer guerra, e quando se encontram com uma outra figura que faz frente a eles e diz ‘não', eles se apavoram, porque nunca ouviram esse não. É a primeira vez na história", destacou. O que, no entanto, as mulheres "fazem de grave e terrível é o consumo. As mulheres se vingam da sua escravidão no consumo, e é preciso acabar com isso, porque o que está terminando com o mundo é o consumo", lamentou a escritora. |
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| 06 de setembro Júnia Bueno Rocha |
| 06 de setembro Dr. Nelson Hayashi |
| 09 de setembro Maria Luíza Ruckert |
| 11 de setembro Maria Augusta dos Santos Barboza |
| 11 de setembro Susana Faria Nunes |
| 11 de setembro Andréa Coutinho Chagas |
| 16 de setembro Raquel Coutinho Chagas |
| 16 de setembro Sandra e Manoel de Souza Miranda |
| 16 de setembro Darfini Sindel Graceli |
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Domingo
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9h45 - Escola Dominical
19h - Culto vespertino
Segunda Feira
15h - Reunião de oração
Quarta-feira
19h Culto de oração e ensaio do coral
